A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (14/10) uma redução de 4,9% no preço da gasolina vendida em suas refinarias, o que representa um corte de R$ 0,14 por litro. Com o novo reajuste, o preço médio de venda da gasolina passa a ser de R$ 2,71 por litro.
De acordo com a estatal, a medida faz parte da política de preços que busca equilibrar os valores praticados internamente com as cotações internacionais do petróleo e derivados. A empresa vinha sendo criticada por manter, desde meados de junho, a gasolina acima dos preços externos.
O novo corte, segundo o Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep), reduz o chamado “prêmio” — diferença entre o preço cobrado pela Petrobras e a paridade de importação — que chegou a 12% em setembro e estava em torno de 8% (R$ 0,22 por litro) na abertura do mercado desta segunda-feira, segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).
Com o anúncio, a Petrobras evita estimar o impacto direto ao consumidor final, como vinha fazendo desde o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A estatal afirmou que não controla os preços nas bombas, já que o valor pago pelos motoristas depende de outros fatores, como:
Etanol anidro (que representa cerca de 30% da mistura da gasolina vendida ao consumidor);
Impostos estaduais e federais;
Margens de lucro de distribuidoras e postos de combustíveis — pontos que têm sido alvo de críticas do governo federal.
Desde dezembro de 2022, a Petrobras acumula uma redução de R$ 0,36 por litro no preço da gasolina vendida às distribuidoras. Segundo a estatal, considerando a inflação do período, o corte equivale a uma queda real de 22,4%.
A expectativa agora é que o mercado acompanhe se o reajuste nas refinarias será repassado integralmente aos consumidores, o que depende da política de preços de cada distribuidora e posto de combustíveis.


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